
O mundo da bola e o futebol pelo mundo
O mundo da bola e o futebol pelo mundo
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Os argumentos do Flamengo para que SAFs e clubes associativos paguem impostos iguais
Clube rubro-negro trabalha para a queda de veto presidencial que diferenciou alíquotas de impostas para os clubes e sociedades anônimas. Crédito: Produção: Vitória Schmitz | Fotografia e som: Felipe Pedro e Lucas Ghitelar | Edição: Júlia Pereira
Dalai Lama, se Flamengo, acharia naquele instante que nem por Zico ele pagaria um quarto de bilhão de reais irreais. Mas é o que temos no mercado inflado e inflacionado. Se eu tivesse os dois bilhões de receita do Flamengo em 2025, pagaria pelo segundo melhor jogador do ciclo anterior de Copa, com Tite. Um 10 que pode ser camisa 8, 7, 11, e 9. Ótimo atleta que veste o manto como se fosse a primeira pele.
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Também por isso resolveu voltar ao futebol brasileiro “antes da hora”. Para casa. Para a sua identidade. Ou como definiu a volta de Paquetá o consultor Filippo Ghermandi, no Instagram: para a cultura hustle (a que nos chicoteia e esfola em nome do prazer de fazer), teria “faltado ambição” a Paquetá; para um investidor de mercado, teria sido uma “desistência” dele.
Quando, para mim, para Fernando Prass (que repostou a publicação de Ghermandi), o profissional está apenas escolhendo o que o faz mais feliz. À família, também.
Não é só CNPJ. É muito do RG. O topo de cada um (o Graal, o Everest, o Jordão, a Meca, o Vaticano, o Oscar, o Maracanã, o que for) não é o mesmo que o meu. O seu. E é preciso respeitar em um mundo em que menos se respeitam as situações e escolhas.
Paquetá teria optado pela “liberdade de escolher”. De ser o dono do tempo e do espaço, e não apenas o CEO mais bem pago – e, além de tudo, pouco ele não vai receber.
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Mesmo assim, e ainda mais no futebol, e neste planeta mais etarista que o mundo, Paquetá “acabou” para o business por decidir voltar antes da hora. Seja ela qual for. Seja para onde for.
O carimbador maluco de Raul Seixas de cada um já passou o atestado. Voltou antes por não ser tudo isso. Não vale tudo aquilo. E cada um se posta e se posiciona já decretando o futuro. Quase sempre desdenhando ou desconhecendo o passado.
Nesse triturador dessa usina de compostagem de “ideias”, o atleta vira chorume do chororô do nada presta. O treinador que não apresenta desempenho ou deixa de ter bons placares vira cidadão de Minneapolis para os agentes do ICE te pego das redes antissociais. O ciclo vicioso de pau, pedra e porrete vai da mídia caça-clique aos abaixo da média que não clicam sinapses.
Comentarista SBT, TNT, Jovem Pan, Xsports, N Sports. Escritor e documentarista. Curador do Museu Pelé e do Museu da Seleção Brasileira.
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